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Perfeccionismo e Sofrimento Psicológico na Pós-graduação: um estudo longitudinal e interventivo
Desde 2020, a partir do mestrado e doutorado da psicóloga Marina Luiza Nunes Diniz e orientação da professora Dra. Marcela Mansur-Alves, foi realizado o projeto “Perfeccionismo e Sofrimento Psicológico na Pós-graduação: um estudo longitudinal e interventivo”. Atualmente existe uma crise de saúde mental na pós-graduação. Em diferentes culturas, incluindo no Brasil, pós-graduandos apresentam níveis de ansiedade e depressão várias vezes acima da média da população geral. No entanto, esse tema ainda é pouco explorado a nível nacional. O perfeccionismo é uma característica de personalidade que potencialmente contribui para a explicação da crise já que é potencializado em contextos de alta pressão, críticas, avaliação, típicos da pós-graduação. A psicologia do perfeccionismo é uma área que tem crescido exponencialmente desde o início do seu estudo científico na década de 1990.
Nos últimos 30 anos, as pesquisas mostraram que o perfeccionismo tem aumentado em todos os continentes, além de ser consistentemente associado a níveis elevados de sofrimento psicológico e, ainda, intervenções direcionadas a essa característica são eficazes em reduzir não apenas o nível do próprio perfeccionismo mas também de outras psicopatologias. Dessa maneira, essa pesquisa objetivou acompanhar longitudinalmente uma amostra de 3.541 pós-graduandos stricto sensu de todos os estados do país que compuseram a amostra da pesquisa de mestrado “Perfeccionismo e sofrimento psicológico em pós-graduandos”, de forma a
(1) acompanhar longitudinalmente os indicadores de saúde e adoecimento mental de uma amostra de pós-graduandos brasileiros considerando suas trajetórias de permanência e saída da pós-graduação,
(2) desenvolver um protocolo de intervenção online e em grupo para perfeccionistas e
(3) investigar a efetividade do protocolo de intervenção direcionada ao perfeccionismo via um estudo experimental.
O primeiro estudo: possui delineamento longitudinal com dois tempos de coleta de dados (2020 e 2022) do qual 619 respondentes participaram.
O segundo estudo: teve delineamento observacional e constituiu da construção de um protocolo de intervenção para perfeccionistas, de aplicação online, síncrona e em grupo. Diversas etapas foram seguidas para o desenvolvimento do protocolo de intervenção, tais como revisão dos protocolos para intervenção em perfeccionismo que tinham como abordagens as Terapias Cognitivo-Comportamentais (que possuem maior nível de eficácia), construção de dois guias (terapeuta e paciente) para detalhamento das sessões do protocolo e validade de conteúdo deste por meio da análise de especialistas. Os materiais você encontra aqui:
Em breve
O terceiro estudo: teve delineamento experimental com dois grupos (experimental e controle ativo) e foi realizado ao longo do ano de 2024.
Em síntese, os resultados encontrados apontam para a importância do perfeccionismo, especialmente da dimensão de preocupações perfeccionistas, na predição de desfechos de saúde mental em pós- graduandos (ideação suicida, sofrimento psicológico e bem-estar subjetivo). O protocolo desenvolvido apresentou clareza, consistência teórica, boa usabilidade, segundo resultado da análise dos especialistas.